Terapeutas de estimação
| Meggy |
Foi na década de 60 que o psicanalista americano Boris Levinson vivenciou uma cena que transformou seu futuro profissional. Ele alimentava o seu cão quando um paciente chegou para a consulta. Era um adolescente rebelde, pouco convencido a falar de sua vida. Mas, nesse dia, o garoto estabeleceu um diálogo com o psicanalista através dos comentários sobre o animal, enquanto o acarinhava. Era o início de uma relação terapêutica intermediada por um cachorro. Nas conversas sobre o bicho, o doutor Levinson dirigia o adolescente para que expressasse sentimentos e aflições. Mais tarde, outros psicanalistas observaram o efeito benéfico em pacientes de todas as idades. Daí vem a idéia de terapia assistida por animais.
| Sultão |
Na verdade, a interação entre homem e animal é bem antiga.
Cuidar de um animal de estimação gera sentimentos de responsabilidade e respeito por outros seres, animais ou humanos. Além de agir como bálsamo contra a solidão e a depressão, pesquisas mostraram que a presença de um mascote em casa pode reduzir brigas entre casais, melhorar a convivência entre as crianças... Até o coração sai ganhando, pois o contato com os animais reduz a pressão arterial do dono e até mesmo o seu colesterol segundo diz o zootecnista Alexandre Rossi, de São Paulo, no seu livro “adestramento Inteligente”...
| Chérie e Laica |
Um idoso pode sentir vergonha de fazer um carinho nas pessoas de sua família, mas ao alisar a pelagem de um cachorro, pode satisfazer sua necessidade básica de afeto sem o risco de ser rejeitado, diz Rossi.
Cachorro, gato, tartaruga, cavalo, peixe, passarinho são alguns dos especialistas em curar males do corpo e da alma com um remédio infalível: o amor incondicional.
Na terapia com animais, um rabo que abana ou uma lambida festiva podem trazer alívio e muita alegria...
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| Lobo, Chérie, Laica e Meggy |


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